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Lages ganha Centro de Gerenciamento de Riscos e Desastres


Defesa Civil do Estado é a responsável pela implantação do Cigerd, o qual atenderá os 18 municípios da Serra
Lages ganha Centro de Gerenciamento de Riscos e Desastres Fotos: Marcelo Pakinha

O vice-prefeito de Lages, Juliano Polese, participou da solenidade de inauguração do Centro Integrado de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cigerd), evento realizado na manhã desta sexta-feira (9 de fevereiro), no campus da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc). Também estiveram presentes ao ato oficial, organizado pelo Governo do Estado de Santa Catarina, o secretário executivo da Defesa Civil de Lages, Jean Felipe Souza, e o secretário municipal de Planejamento e Obras, Claiton Bortoluzzi.

Polese agradeceu o Estado e a Defesa Civil pela nova estrutura implantada em Lages, a qual irá trazer grandes benefícios à população dos 18 municípios da Serra Catarinense, na área de prevenção e gerenciamento de crises climáticas e ambientais. Ele também destacou os trabalhos e pesquisas geológicas e de geoprocessamento já realizados no Centro de Ciências Agroveterinárias (CAV/Udesc), os quais de certa forma podem ter relação direta com o trabalho que será desenvolvido através do Cigerd.

Na ocasião, o secretário de Estado da Defesa Civil, Rodrigo Moratelli, disse que estão sendo implantados 20 Cigerds estrategicamente distribuídos pelo Estado. “O objetivo é interligar todo o território estadual. A estrutura disponibilizada é autossuficiente, permanecendo operacional mesmo com falta de energia e comunicação no município. Da mesma forma é capaz de estabelecer contato com qualquer estrutura em qualquer local do Brasil e do mundo, a exemplo do Centro Integrado de Gestão de Riscos e Desastres do Estado, em Florianópolis”, explica. Com isso as atividades ocorrem de forma integrada com as outras secretarias, facilitando e direcionando as ações em crises.

O centro regional, construído com nove módulos de ferro galvanizado, totaliza cerca de 160 metros quadrados de área construída. Possui equipamentos modernos, sala de reunião e situação, garagem, depósito, banheiro e cozinha. “O investimento é de R$ 853.084,57, com recursos do Fundo de Proteção e Defesa Civil (Funpedec) e do Pacto por Santa Catarina. O projeto foi resultado de uma parceria da Secretaria de Estado da Defesa Civil e a Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), que cedeu o terreno”, destaca Moratelli.

O coordenador regional de Defesa Civil, Luiz Falcão Maganin, destaca que o Centro Regional é parte de um projeto inovador em que se buscaram referências internacionais em funcionalidade através de cursos e visitas técnicas em outros países, a exemplo do Japão. “A ideia do Centro Regional é justamente integrar os órgãos envolvidos na Defesa Civil e aproximar a Secretaria de Estado da Defesa Civil dos municípios e preparando estes, o que já é feito, mas agora com uma estrutura referência que facilita ainda mais este processo”, comenta Falcão.

O Cigerd Regional de Lages atende os 18 municípios da Associação dos Municípios da Região Serrana (Amures). São eles: Anita Garibaldi, Bocaina do Sul, Bom Jardim da Serra, Bom Retiro, Campo Belo do Sul, Capão Alto, Cerro Negro, Correia Pinto, Lages, Otacílio Costa, Painel, Palmeira, Ponte Alta, Rio Rufino, São Joaquim, São José do Cerrito, Urubici e Urupema. 

 

Eficiência e resposta rápida

 

Com o Cigerd, o Estado está organizado para assessorar o município antes da crise. E durante ela gerenciar. “O objetivo é ser mais eficiente e diminuir o tempo de resposta para que uma crise não se transforme num desastre. O Centro é interligado a Florianópolis e com a tecnologia que temos aqui podemos fazer reuniões por vídeo com Brasília e economizar o tempo, fator determinante durante uma crise climática, por exemplo”, explica Rodrigo Moratelli, acrescentando, ainda, que, “esse é o segundo Centro que está entrando em operação, o primeiro é o de Blumenau”, reitera.

Moratelli concluiu dizendo que existe um protocolo internacional de gerenciamento de crise, o qual está sendo usado e adaptado para a estrutura criada em Santa Catarina. “É um modelo de referência, pois nós somos o Estado com maior recorrência de desastres climáticos, e o que mais perdeu nos últimos 20 anos com isso. Então se torna uma política pública necessária. O objetivo é tornar a sociedade mais segura e evitar perdas patrimoniais”, conclui o secretário.