Iniciativa será levada a todas as Escolas do Sistema Municipal de Educação e busca formar, desde os primeiros anos, uma cultura de responsabilidade ambiental, descarte correto e preservação do meio ambiente
Os bons princípios da coletividade também se aprendem nos bancos escolares. É com essa perspectiva que Lages dá mais um passo no fortalecimento das políticas públicas de educação ambiental. Nesta quinta-feira (3 de setembro), a Prefeitura de Lages através da Secretaria de Serviços públicos entregou as Centrais Coletoras de Resíduos de Logística Reversa na Escola Municipal de Educação Básica (Emeb) Santa Helena que coletou 22 toneladas de lixo reciclado nos últimos meses. O projeto será implantado em todas as Escolas Municipais de Educação Básica (Emebs) do município.
As centrais nas escolas estarão preparadas para receber diferentes tipos de resíduos que fazem parte da logística reversa, entre eles lâmpadas, baterias, pilhas, resíduos eletrônicos, óleo de cozinha e tampas PET. A proposta é criar uma rede permanente de coleta e conscientização, evitando que materiais potencialmente prejudiciais ao meio ambiente sejam descartados de maneira inadequada, aproximando estudantes, professores, famílias e comunidade de uma prática que precisa fazer parte do cotidiano, com o objetivo de separar, encaminhar e dar a destinação correta aos resíduos.
O programa tem como referência os princípios do projeto “Penso, Logo Destino”, do Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA), e amplia para dentro das escolas a discussão sobre o consumo consciente e a responsabilidade compartilhada na destinação dos materiais. O projeto nasceu no ano passado durante evento alusivo do Dia da Árvore e foi viabilizado com o apoio da Policia Militar Ambiental.
Para a prefeita Carmen Zanotto, o projeto representa um investimento da gestão municipal não apenas na preservação ambiental, mas também na formação de cidadãos mais conscientes. “A educação ambiental precisa começar cedo. Quando uma criança aprende na escola que uma pilha, uma lâmpada ou um equipamento eletrônico não pode ser simplesmente colocado no lixo comum, ela leva esse conhecimento para casa e ajuda a transformar os hábitos de toda a família. Estamos formando uma nova geração com mais consciência, responsabilidade e respeito pelo meio ambiente. Isso nos ajudará no futuro a termos uma cidade limpa e com menos problemas de alagamentos”, destaca a prefeita.
O que é a Logística reversa na prática?
A logística reversa é um instrumento que busca garantir que determinados produtos e materiais, após o uso, retornem para sistemas de reaproveitamento, tratamento ou destinação ambientalmente adequada. Em Lages, a implantação das centrais nas Emebs aproxima esse conceito da realidade das crianças e adolescentes. Ao disponibilizar locais específicos para o recebimento dos materiais, o município facilita o descarte correto e, ao mesmo tempo, cria oportunidades para que professores desenvolvam atividades pedagógicas relacionadas à sustentabilidade.
O secretário de Serviços Públicos, Jean Corbellini, destaca que a implantação das centrais representa uma mudança importante na forma de trabalhar a questão dos resíduos no município. “Não estamos falando apenas de colocar um recipiente para receber resíduos. Estamos falando de educação, conscientização e mudança de comportamento. A escola é um ambiente fundamental para construirmos essa cultura, porque aquilo que o aluno aprende aqui também chega às famílias. É uma corrente positiva que começa dentro da escola e pode alcançar toda a comunidade, o projeto nasceu no ano passado e já conseguimos colocar em prática”, afirma o secretário.
Para o secretário municipal da Educação, professor Dr. Cristian de Oliveira, a criança que aprende a separar corretamente um resíduo hoje poderá se tornar o adulto que toma decisões mais responsáveis amanhã. “Este é um trabalho que acontece a muitas mãos e que queremos ampliar para todas as unidades do Sistema Municipal de Educação. Quando uma escola consegue mobilizar estudantes, professores e famílias em torno de uma prática tão importante como a separação e a destinação correta dos resíduos, ela está ensinando muito mais do que conteúdos, está formando cidadãos conscientes e responsáveis. As 22 toneladas de materiais reciclados pela Emeb Santa Helena nos enchem de orgulho e mostram que a educação ambiental, quando incorporada ao cotidiano escolar, produz resultados concretos e transforma hábitos. É esse exemplo que queremos levar para todo o nosso sistema”, destaca o secretário.
Com a expansão em breve para todas as Emebs, a gestão municipal passa a contar com uma estrutura descentralizada de coleta e, principalmente, com uma ferramenta pedagógica capaz de estimular uma mudança cultural para o futuro.
Texto: Samuel Gonçalves
Fotos: Marcos Heitor de Carvalho
Galeria
Agora Ficou mais fácil e Rápido Encontrar o que Você Precisa!