Trecho da Avenida Juscelino Kubitscheck de Oliveira segue interditado e tráfego deverá ser em meia pista
25/08/2025 11:49:10
Fotos Nilton Wolff – Defesa Civil/Divulgação
Defesa Civil 25/08/2025 11:49:10
Trecho da Avenida Juscelino Kubitscheck de Oliveira segue interditado e tráfego deverá ser em meia pista
Medidas de segurança mantêm via interditada e Diretran estuda alternativas para a fluidez do tráfego com a liberação do trânsito em meia pista, enquanto isso a Defesa Civil mantém monitoramento das áreas de risco na cidade
As fortes chuvas que atingiram Lages entre os dias 23 e 24 de agosto provocaram alagamentos em alguns pontos da cidade, deslizamentos de terra e a interdição parcial da avenida Juscelino Kubitscheck de Oliveira na altura da sede do Movimento Tradicionalista Gaúcho de Lages (MTG), do trecho de acesso à BR-116, no acesso norte da cidade, até o trevo do Bairro Pisani que dá acesso à Avenida Luis de Camões.
De acordo com o novo relatório da Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil (Compdec) de Lages emitido na manhã desta segunda-feira (25), houve o registro acumulado de precipitação de 121 milímetros nas últimas 72 horas, conforme dados da EPAGRI/CIRAM, elevando o nível do Rio Carahá para 3,80 metros.
Durante este período foram registradas seis ocorrênciasrelacionadas ao evento adverso. Os bairros mais afetados foram São Sebastião, Dom Daniel, Caravágio, Jardim das Camélias e Santa Helena, com pelo menos 24 pessoas precisando deixar suas casas. A prefeita Carmen Zanotto acompanhou de perto as ocorrências durante o fim de semana. “Nossa prioridade é a segurança das pessoas e não mediremos esforços para garantir os subsídios e amparo necessário às famílias atingidas”, afirma.
A situação mais grave ocorre Avenida Juscelino Kubitscheck de Oliveira, onde deslizamento de terra comprometeu parte da via e atingiu duas residências que precisaram ser interditadas. “Conforme o alerta emitido pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) ainda existe risco de deslizamento na região, portanto, devido à instabilidade do solo, seguimos monitorando a área”, explica o secretário executivo da Defesa Civil, Paulo da Silva Ribeiro (Sargento Ribeiro).
Para minimizar os impactos no tráfego, a Diretoria de Trânsito (Diretran) informa que as equipes estão monitorando e estudando a possibilidade de liberar meia pista, utilizando sistema semafórico, ou então abrir uma segunda faixa para o lado do acostamento que não foi afetado. “Estamos avaliando diferentes alternativas para garantir a trafegabilidade dentro das condições de segurança e, principalmente, as rotas alternativas para a circulação de caminhões”, explica o diretor de trânsito, Helinton Ávila.
No Bairro Caravágio, duas residências foram atingidas pelo escorregamento de terra e foram interditadas de forma cautelar, levando à realocação de dez pessoas para casas de familiares. Ainda na região, um muro apresentou risco de colapso, exigindo monitoramento constante.
Nos bairros São Sebastião e Dom Daniel, ruas ficaram alagadas, enquanto no Jardim das Camélias e Santa Helena houve registros de erosão e tubulações expostas em calçadas. Uma família, com três adultos e uma criança, precisou ser resgatada após ficar ilhada no Bairro Dom Daniel e foi levada em segurança para a casa de parentes.
A Defesa Civil orienta que a comunidade siga atenta às áreas de risco e, em caso de emergência, acione imediatamente os canais oficiais pelos números 199 ou (49) 3019-7477. As equipes permanecem em monitoramento permanente, tanto de forma presencial quanto com apoio de dados meteorológicos da Epagri/Ciram e do Cemaden.
Texto: Silviane Brum
Fotos Nilton Wolff – Defesa Civil/Divulgação
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