Fotos: Iago Matias Do trabalho desenvolvido com estudantes do 9º ano do Ensino Fundamental, surgiram maquetes de pontos turísticos como a Serra do Rio do Rastro e podcasts sobre lendas e histórias de Lages, como a Serpente do Tanque e os Irmãos Canozzi
O turismo é uma prática que se refere ao deslocamento voluntário e temporário de uma pessoa ou grupo de pessoas partindo do local onde vivem em direção a outras localidades. De acordo com a Organização Mundial do Turismo (OMT), o turismo é um fenômeno que compreende três dimensões: social, cultural e econômica.
O Projeto Conhecendo a Serra Catarinense, iniciativa da Associação dos Municípios da Região Serrana (Amures), do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), e parceria da Prefeitura Municipal de Lages, tem por objetivo valorizar as potencialidades locais, promover a cultura, história e riquezas naturais da região para educadores e estudantes da região. Os professores formadores do projeto participaram de jornadas educativas, que incluíram a visita a atrativos turísticos para se aprofundarem no conhecimento da Serra. O conhecimento foi então compartilhado com os alunos através de atividades e materiais didáticos, como apostilas.
Na Escola Municipal de Educação Básica (Emeb) Mutirão, no bairro Habitação, o Conhecendo a Serra Catarinense foi implementado pelos professores Juliano Tadeu Cruz, de Geografia, e Kátia Cilene de Sousa, de História. Do trabalho desenvolvido com estudantes do 9º ano do Ensino Fundamental, surgiram maquetes de pontos turísticos como a Serra do Rio do Rastro e podcasts sobre lendas e histórias de Lages, como a Serpente do Tanque e os Irmãos Canozzi.
Para o professor Juliano, trabalhar os pontos turísticos dos 18 municípios da Amures foi um grande desafio. “O objetivo era aplicar a apostila e desenvolver algumas atividades, para que os estudantes entendessem o que é turismo e sua importância para a Serra Catarinense. Vivemos em um lugar maravilhoso e não temos que, necessariamente, viajar para a Europa para encontrar atrações e belezas naturais. Era importante que mostrássemos a Pedra Furada, em Urubici, a Serra do Rio do Rastro, em Bom Jardim da Serra, e aqui em Lages, a Coxilha Rica”, salienta.
A etapa teórica do projeto foi desenvolvida no primeiro semestre. A segunda etapa, o desenvolvimento das atividades, foi realizado neste segundo semestre. O trabalho foi acompanhado pelos professores formadores de Geografia e História da Secretaria Municipal da Educação. De acordo com Juliano, o objetivo foi incentivar a criatividade dos estudantes. “Os questionamos. Onde vocês vão trabalhar? Se não for na indústria, será no comércio. Jogamos a bola para eles. E quem sabe o Turismo? Com um curso de informática, idioma, entendendo bem sobre o assunto, atendendo bem as pessoas, explicando onde ficam os pontos turísticos, incentivando o regionalismo e as danças locais, todos podem ter uma carreira nessa área em crescimento”, ressalta Juliano.
O trabalho com as maquetes focou-se na reprodução da Serra do Rio do Rastro e pontos turísticos de Lages, como o Morro da Cruz, a Catedral Diocesana e o Parque Jonas Ramos. Já os podcasts abordaram lendas e histórias locais como a Serpente do Tanque, a história dos Irmãos Canozzi e do Cemitério Cruz das Almas. “Eu disse que eles não precisavam contar toda a história, só o mais importante. As pessoas conhecem o folclore, mas não sabem a história real. Eles deveriam tentar contar a história de uma maneira que eles próprios entendessem e que atraísse o turista”, relata o professor Juliano.
O secretário municipal da Educação, professor Dr. Cristian de Oliveira, reforça o papel da educação no desenvolvimento do município. “A participação dos nossos estudantes no Projeto Conhecendo a Serra Catarinense reforça mais uma vez o papel transformador da educação. É valioso integrar o conhecimento escolar ao potencial do turismo como motor de desenvolvimento”, comenta o secretário Cristian.
A estudante Agatha Nicole Oliveira de Jesus, 14 anos, do 9º ano 03 do Ensino Fundamental, aprovou o Projeto Conhecendo a Serra Catarinense. “Nos divertimos bastante fazendo as maquetes, os trabalhos. Gostei mais de fazer os podcasts porque desenvolveram o meu conhecimento”, conta Agatha.
Texto: Glaucir Borges
Fotos: Iago Matias
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