Fotos: Daniele Mendes de Melo e Fábio Pavan Lages O Tanque faz a gente se sentir vivo e ativo! Antídoto e cura para os males da vida. Bonito, clássico, um convite às coisas boas desta existência. Um pedacinho do paraíso bem aos nossos olhos, instigando os cinco sentidos. Um brinde a Lages! Quem é que não tem uma história de alegria, saudade, amor e nostalgia no Tanque, hein?!
A vida contemporânea em qualquer cidade com mais de 100 mil habitantes é corrida. Quando o despertador do celular toca pela manhã logo cedo, às vezes antes do Sol nascer, no horário programado na noite anterior ou já para a semana toda, corpo e cérebro se sincronizam para mais um dia de encarar e vencer leões. Acordar por completo, levantar da cama, tomar banho, se vestir e se arrumar, acordar os filhos, ajuda-los a vestir o uniforme da escola e se calçar, pentear seus cabelos, preparar o café e a lancheira das crianças. Sentar-se à mesa, ler algumas notícias rapidamente na tela, fechar a porta, tirar o carro da garagem, deixar cada pessoa da família em seu compromisso e partir para trabalhar.
Depois de passada a manhã, passar na escola, almoço, mais trabalho, saída do trabalho, academia, estudos, banho, jantar e descanso. Este ritual repete-se por cinco dias, ou seis, ou sete. Hora de desligar o despertador, relaxar e curtir um pouco o fim de semana com a namorada, noiva, esposa, filhos ou com a família. Sábado e domingo, os dias de deixar o terno, a roupa formal e o uniforme de trabalho no cabide e vestir uma camiseta, bermuda, um tênis e um boné e colocar óculos escuros para voltar a ser criança. E nos feriados, o que acredita?! Uma chance imperdível de ter o mais nobre, simplesmente viver o bom da vida, e de graça.
E para quem consegue dar uma fugidinha em dias de semana depois do trabalho ou nas horas de intervalo do expediente e dar uma passadinha, seja bem-vindo.
Nas estações mais coloridas do ano, primavera e verão, sob os raios brilhantes do Sol, o gramado é disputadíssimo, e a sombra concorre para ver quem ganha.
A perfeita pintura em tela.
Conhece um lugar mágico ao alcance de todas as pessoas em Lages? Lá, o relógio parece congelar o tempo em seu passar dos ponteiros. Um refúgio para construir memórias que estarão na galeria do celular e poderão ser vivenciadas novamente sempre que desejar. E o melhor, este lugar sempre estará lá.
Uma dica, um spoiler: A vista panorâmica é espetacular, formidável, sublime. Adivinhou?
A série especial de matérias comemorativas ao aniversário de Lages em 2025, intitulada “Especial Lages 259 anos: Nosso Orgulho Lageano ❤️”, em homenagem ao município mais populoso da Serra de Santa Catarina, com seus mais de 172 mil habitantes, um dos mais belos da região Sul do Brasil e um dos mais promissores na economia, a Princesa da Serra, fundada em 22 de novembro de 1766, traz sua sétima história, e celebra um xodó dos lageanos, o Tanque, aprazível Parque Jonas Ramos.
Em Lages, em um estalar de dedos o tradicional Parque Jonas Ramos, o querido Tanque, se enche de crianças, adolescentes estudantes, jovens, casais, adultos, idosos e famílias inteiras em busca de minutos ou algumas horas de paz em meio ao ritmo desenfreado da vida em busca de resultados. Dá para fechar os olhos e ouvir o som da felicidade, das coisas que não têm preço, mas sim, valor.
A faceirice do cantos dos passarinhos, principalmente dos sabiás e bem-te-vis nas copas das árvores. A casinha que o trabalhador João-de-Barro fez no galho da antiga e imponente árvore para morar e proteger sua família. Ter a chance de ver isto não tem dinheiro que pague.
Um recanto verde e de todas as cores das flores em todas as estações do ano. Primavera, verão, outono e inverno brindam as pessoas com a sutileza da vida em seu mais profundo significado. Flora e fauna embelezam o Tanque.
O Parque Jonas Ramos possui uma montoeira de tipos de árvores/plantas. Olha só: Manacá garaúdo, araucária, palma chilena, grevinhas, nes Pereira, magnólia, legustro comum, legustro japonês, árvore da seda, laranjeira de Ossage, pinhão chinês, figueira da Austrália, biscofia, Pongamia Pinnata, carpa europeia, cerejeira japonesa, hackberry chinês, pitanga, castanheira portuguesa, hinoki, salgueiro chorão, azaleia, ingá cipó, escova de garrafa, araçá rosa e pitósporo japonês. Variedade de flores e folhagens.
O reduto da natureza em meio à área central de Lages, arborizado, com uma paisagem deslumbrante e convidativa, o Tanque concentra estruturas completas para os cuidados ao corpo, mente e alma - prática de atividade física, descontração, diversão, lazer, entretenimento, felicidade. Espairecer, esquecer dos problemas e renovar as energias ao ar livre são as finalidades ideais do Tanque.
O lago central e o lago do Monumento às Lavadeiras com peixes coloridos - exemplares de carpa espelho, carpa húngara comum e carpa húngara ornamental - e cisnes de pedalinhos são um charme à parte. As águas luminosas e dançantes enaltecem a beleza do espaço. A ponte, um cenário legal de se ver e passar.
Parque de diversões, quadra poliesportiva, academia ao ar livre, espaço pet play, ponto de hidratação pública para pessoas e animaizinhos de estimação (smarttoten), Coreto Rústico/Quiosque Rústico/Pergolado Circular e suas glicínias - trepadeiras ornamentais, Monumento às Lavadeiras, Centro de Educação Ambiental Ida Schmidt (espécies nativas da fauna serrana em exposição) e Biblioteca Municipal Pública Carlos Dorval de Macedo são lugares físicos fixos para a alegria da população, visitantes e turistas.
Diversas revitalizações foram feitas no Tanque ao longo do tempo, incluindo a restauração da fonte de água original, a reativação do chafariz e a construção de novas estruturas.
O Tanque é tombado pelo patrimônio histórico e paisagístico, assegurando a preservação de sua estrutura e beleza.
O Tanque é um amor de lugar!
O Parque Jonas Ramos permite uma infinidade de possibilidades - Caminhada e corrida ao redor do lago; meditação e yoga no gramado; levar cadeiras de praia e contemplar o lago, cisnes e o chafariz; se concentrar e ler um livro, colocando a leitura em dia; ouvir a playlist do Spotify; ler e ouvir poesias; levar um violão para tocar e cantar com a galera; conversar enquanto degusta um espumante em um momento romântico; tomar um chimarrão ou um tererê com os amigos do trabalho; beber uma cerveja bem gelada, ou um suco de laranja; comer uma paçoca de pinhão na combuquinha no inverno; estender a toalha quadriculada na grama, tirar os quitutes da cesta de vime e ter uma tarde agradável de picnic; fazer um lanche com o pai e a mãe; passear com o bebês confortavelmente em seu carrinho de rodas; levar a filha para andar de bicicletinha, motoca, patinete ou patins, e levar o filho para brincar fantasiado de Homem-Aranha, de carrinho, ou a filha, de Cinderela, com sua boneca de pano.
Jogar truco sentado na grama; praticar as manobras do slackline; pendurar uma rede e se balançar admirando o céu de Lages e ver e ouvir as crianças sem fôlego de tanto correrem; radicalizar de skate pela calçada; deslizar pelo Tanque com seu hoverboard, ou simplesmente mergulhar no som do seu fone de ouvido enquanto pedala na sua bike.
Jogar basquete com os meninos da escola; jogar vôlei com as gurias amigas; cantar louvores com o pessoa da Igreja; brincar no escorregador e na areia; admirar, agradar e brincar com os cachorrinhos das feiras de adoção; se lambuzar com picolé de sabor minissaia; tomar sorvete de casquinha e copo de açaí; provar uma maçã do amor, pipoca salgada e doce colorida, marshmallow cor candy, bombom, salgadinho de pacote e refrigerante; saborear um algodão-doce e brincar com a máscara de super-herói que vem junto, e comer churros de doce de leite com granulados, vendidos na Kombi azul.
Pedir um balão de personagem de desenho animado para a mãe; empinar pipa, e andar de pedalinho com os irmãos até cansar.
Pedir 1 real de moedinha para o pai e colocar o dinheiro na maquininha de “caçar” bolinha colecionável, esperar a bolinha cair e sair correndo de faceirice.
Renovar o bronzeado, absorver vitamina D dos raios solares.
Levar o neném recém-nascido pela primeira vez para sentir a energia incrível do Tanque. Ou o bebezinho com poucos meses, para fazer seus primeiros contatos coma natureza.
Vibrar com a aprovação na escola, no vestibular ou no concurso público.
Passear com o cachorrinho ou o gatinho de estimação. Tirar o bichinho de casa é bom, né?!
Que bênção poder ter feito tudo isto no Parque Jonas Ramos!
Que ótimo ainda poder fazer!
Ah, o Tanque!
Olha que lugar bom de se estar e de viver!
Rever amigos; matar a saudade; reencontrar por acaso aquela professora do primário, que ainda lembra de você, e rememorar os tempos de colégio, quando você estudava no Centro Educacional e matava aula para ficar comendo bolacha recheada e sonho de doce de leite com Fanta na sombra do Coreto ou nos bancos do Tanque ao Sol, e tinha de espanar a grama da calça do uniforme para a professora e a sua mãe não desconfiarem de nada. Quantas crianças correndo cortando caminho para não perder o ônibus do seu bairro no Terminal.
Bater tazo que vinha no salgadinho da Elma Chips; procurar Pokémon; combinar com a piazada de ir trocar figurinha para completar o álbum da Copa do Mundo e garimpar as fotos dos craques raros - Neymar, em 2024, Zico em 1982 e Ronaldo, de 2002.
Paquerar; ser pontual e encontrar o boy que deu o match no Tinder para trocar uma ideia; dar o primeiro beijo; pedir a amada em namoro; tirar fotos no arco de coração; posar para um ensaio fotográfico; fazer fotos para o convite de formatura ou um pré-wedding, e fazer fotos em família para um ensaio na decoração do Natal Feliz Cidade.
Tirar selfies e tornar os instantes únicos, especiais e alegres. Atualizar o feed, os stories e os reels no Instagram e no Facebook com o registro dos rolês. Mostrar o Tanque para os parentes que vieram de longe para passear e aproveitar as férias juntinho da família em Lages. Caminhar pelas ruas da cidade, almoçar e jantar nos restaurantes, andar pelo shopping e agraciar cartões postais turísticos, como o Morro da Santa Cruz, Catedral Diocesana de Nossa Senhora dos Prazeres, Parque Natural Municipal João José Theodoro da Costa Neto e Salto Caveiras, além de dar uma passadinha nas lojas do Centro, cobiçar as vitrines e aquecer o comércio local saindo das lojas com sacolas na mão.
Jonas Ramos, o irmão do ex-presidente do Brasil, Nereu Ramos
Jonas de Oliveira Ramos foi um médico nascido em Lages em 11 de setembro de 1895. Faleceu no dia 6 de junho de 1923, em Paty do Alferes, município no interior do Estado do Rio de Janeiro, conhecido como a “terra do tomate”, o maior produtor estadual e o terceiro maior do Brasil.
Ele foi o sexto dentre os 14 filhos do ex-senador Vidal Ramos e Teresa Fiúza Ramos. Alguns de seus irmãos foram o ex-governador de Santa Catarina, Celso Ramos, o ex-prefeito de Florianópolis, Mauro Ramos, e o ex-presidente do Brasil, Nereu Ramos.
Fez o curso primário em Lages e o ginasial no Colégio Catarinense de Florianópolis. Diplomou-se em 1917 pela Faculdade de Medicina da Universidade do Brasil, no Rio de Janeiro - atual Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Era possuidor de uma das maiores bibliotecas particulares de Santa Catarina. Após sua morte, parte dela foi doada à Colônia Santana. É patrono da cadeira 22 da Academia Catarinense de Letras (ACL).
Em sua homenagem foi construído em Lages, no centro da cidade, o Parque Jonas Ramos e, em Caçador, um hospital leva seu nome. Hospital de Caridade e Maternidade Jonas Ramos, no bairro Paraíso.
Monumento às Lavadeiras conta um pouco da história lageana
A história do Parque Jonas Ramos - o Tanque, remonta aos tempos da fundação de Lages. O local era usado pelas mulheres para lavar roupas - e as crianças aproveitavam para tomar banho. {Antigamente, as mulheres iam até nos rios lavar roupas nas pedras.} O lago, hoje urbanizado e ocupado por pedalinhos, foi construído por volta de 1771 a partir de um pequeno córrego represado (açude - fontes naturais), para que as mulheres pudessem realizar estas atividades sem correr o risco de possíveis incômodos por ataques de índios e de animais selvagens, como eventualmente ocorria nos rios, longe dos perigos da floresta - e ao abastecimento de água. A iniciativa partiu de Antônio Correia Pinto de Macedo, o fundador da cidade.
Posteriormente, passou por urbanização e se tornou um Parque por volta da década de 1940/1950, ganhando o nome de Parque Jonas Ramos. Em homenagem ao seu propósito original, o Parque abriga o Monumento às Lavadeiras, onde há um pequeno lago com belos peixinhos, um show fofo para as crianças.
A Lenda da Serpente do Tanque
Existe uma lenda sobre uma serpente gigante que habitaria o lago, protegida pela Padroeira da cidade, Nossa Senhora dos Prazeres. A antiga lenda diz que, desde que uma mãe abandonou o filho recém-nascido dentro do Tanque - a mulher seria solteira e devido aos costumes da época isto seria inaceitável - deixando-o morrer afogado.
A criança se transformou em uma serpente gigante, que teria a cabeça dentro do Tanque, e o seu corpo se estendendo até o Rio Carahá. Nossa Senhora dos Prazeres, Santa Padroeira do município, tomando conhecimento do ocorrido, a fim de defender a cidade, mantém sob os seus pés a cabeça da serpente que estaria embaixo da Catedral no Centro de Lages, e o seu corpo se expandiria passando pelo Tanque até o Rio Carahá.
A Santa protege a cidade enquanto é mantida no altar da Catedral da cidade. Caso a Santa seja removida deste lugar, a serpente se movimentará, provocando inundações em Lages. Portanto, o lago abriga uma serpente gigante, que só não escapa e ataca a cidade graças à proteção de Nossa Senhora dos Prazeres. Um documentário sobre o assunto foi produzido por acadêmicos de Jornalismo e apresentado no Festival de Cinema de Gramado, conquistando um prêmio.
O jornalista, produtor audiovisual, cineasta e professor universitário, Fernando Leão, atuou como professor nos cursos de Comunicação Social - Jornalismo, Relações Públicas e Publicidade e Propaganda. Ministrou disciplinas como Telejornalismo e Produção Audiovisual. Trabalhou, aliás, como orientador de projetos de conclusão de curso e vídeo documentários. Um deles, A Lenda da Serpente do Tanque, ganhou o Troféu Galgo de Ouro, no Festival de Cinema Universitário de Gramado, em 2005.
Maria Baggio e sua admiração pelo Tanque desde que brincava de carrossel e roda gigante e paquerava na fase da adolescência
O calor forte da tarde de um dia destes de meados de novembro, em plena primavera na região Sul do Brasil, por volta de 25ºC, fazia a sombra ficar concorrida em Lages. Quem diria, hein?! Pessoal escapando e correndo do Sol.
Maria não pensa duas vezes para fazer um dos programas que mais gosta quando o tempo está assim. Sai do bairro Coral e vai até o Centro, onde mora o netinho Vitor, de um ano e nove meses, arruma o garotinho com camiseta, bermudinha, sandalinha e boné, embarca ele no quadriciclo e vão passear no Tanque. Garrafinha de água para hidratar e petiscos de palitinhos de vegetais para beliscar entre uma brincadeira e outra, não podem faltar. Ah, muito menos a bolinha de basquete, pois entrar na quadra poliesportiva e correr para lá e para cá é um dos divertimentos que o menininho mais “curte”.
Ela, Maria Baggio, e o neto, Vitor Paninson Tonin, são bons amigos e fiéis escudeiros um do outro. Sair de sua casa, no Bellagio Residence, para viver aventuras no Parque Jonas Ramos com a vovó e gerar memórias afetivas de uma infância feliz e completa. “A gente vem de duas a três vezes por semana no Tanque. Ele adora ir no parquinho, ver os peixinhos, vê os cachorrinhos (tem muito cachorrinho aqui), dá tchauzinho pra eles, vê outras crianças, fica ainda mais animado. Aos fins de semana a gente vem aqui; os pais dele e o meu marido. A mãe do Vitor é minha filha. Nós trazemos chimarrão, ficamos no gramado olhando o movimento. Outras vezes fazemos caminhada, passeamos em volta do lago. Dá uma paz. Que lugar bonito!”, suspira Maria, aconselhando que Lages poderia ter mais parques semelhantes. “Minha filha estuda em Araras, São Paulo, e lá tem vários parques.”
Paranaense de Maringá, Maria veio morar em Lages aos cinco aninhos de idade, quando seus pais mudaram-se para a Serra. Maringá é a 3ª cidade mais populosa do Estado, com estimativa de 430 mil habitantes e apesenta elevados índices de qualidade de vida, urbanismo e sustentabilidade ambiental. Município limítrofe com Ângulo, Astorga, Iguaraçu, Floresta, Marialva, Sarandi, Paiçandu e Mandaguaçu.
Maria é professora aposentada e faz uma viagem pelo tempo ao trazer à tona a vida da infância e adolescência, quando saía do bairro Coral, onde reside até hoje, para passear com os pais no Tanque. “Eu gosto da cidade, de viver em Lages. Eu sempre gostei do Tanque. Quando era criança eu já vinha muito; eu brincava no carrossel e na roda gigante que tinha aqui. Eu era apaixonada por aqueles cavalinhos. Na adolescência eu vinha para namorar”, revela, sorrindo, mas um pouco encabulada. “Hoje tenho o maior prazer de voltar aqui, agora com o meu neto.” Vitor tem a bisavó, mãe de Maria, natural de Orleans, hoje com 90 anos, que também tem apreço por Lages.
Muito obrigada por influenciar a nossa infância e adolescência e por fazer tão felizes os nossos filhos, nossos pais e nossos avós! A gente adora você, Parque Jonas Ramos, o nosso porto seguro, o nosso Tanque!
Série Especial Lages 259 anos: Nosso Orgulho Lageano - Textos por Daniele Mendes de Melo
Fotos: Daniele Mendes de Melo e Fábio Pavan
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