Texto e foto: Silvana Mateus Vacinação começa na segunda-feira, 2 de fevereiro, na Central de Imunização, e será ampliada a partir de terça-feira, 3 de fevereiro, para as demais salas de vacinação do município
A Prefeitura de Lages, por meio da Vigilância Epidemiológica, inicia a vacinação contra a dengue e passa a ofertar o imunizante para crianças e adolescentes com idades entre 10 e 14 anos, 11 meses e 29 dias.
A partir da próxima segunda-feira (2 de fevereiro), a vacinação terá início na Central de Imunização, localizada na Praça Leoberto Leal, nº 20, no Centro, ao lado da Policlínica. Já a partir de terça-feira (3 de fevereiro), a vacina estará disponível também nas demais salas de vacinação do município.
A imunização de rotina é destinada exclusivamente a crianças e adolescentes; o esquema vacinal é composto por duas doses (DI e D2), com intervalo de três meses entre as aplicações, conforme orientação do Ministério da Saúde. A vacina contra a dengue pode ser administrada simultaneamente com outras vacinas do Calendário Nacional de Vacinação.
A prefeita de Lages, Carmen Zanotto, destaca que o avanço da vacinação contra a dengue é resultado de um trabalho contínuo da administração municipal. “Trabalhamos desde o início de 2025 para ampliar os índices de vacinação em Lages. Nosso principal objetivo é a prevenção, protegendo especialmente crianças, adolescentes e os grupos mais vulneráveis”, afirma.
A vacina oferecida no Brasil é a Qdenga, aplicada por via subcutânea, exclusiva para a proteção contra a dengue. O imunizante é tetravalente, produzido a partir do vírus atenuado e pode ser administrado independentemente do paciente já ter tido dengue anteriormente.
A imunização é uma estratégia importante de prevenção, contribuindo para a redução de casos graves da dengue, internações e óbitos. Pais e responsáveis devem procurar os pontos de vacinação, levando documento de identidade e a caderneta de vacinação da criança ou adolescente.
Sobre a dengue
A dengue é uma doença infecciosa transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti, inseto de pequeno porte, coloração escura e listras brancas no corpo e nas pernas. O mosquito se reproduz em locais com água parada, como pneus, vasos de plantas, calhas, caixas-d’água destampadas e recipientes descartados de forma inadequada.
Os principais sintomas da doença incluem febre alta, dor de cabeça, dores no corpo e nas articulações, dor atrás dos olhos, náuseas e manchas vermelhas na pele. Em alguns casos, a doença pode evoluir para formas graves, com risco de complicações e óbito, especialmente sem acompanhamento médico adequado.
Prevenção continua sendo fundamental
Mesmo com a vacinação, a Vigilância Epidemiológica reforça que o combate ao mosquito depende do envolvimento de toda a população. Entre as principais orientações estão:
· Manter pneus e entulhos em locais cobertos ou perfurados, evitando o acúmulo de água;
· Colocar areia nos pratinhos de planta e retirar a água acumulada nas folhas;
· Manter caixas d’água e demais reservatórios sempre totalmente vedados;
· Durante o verão, tratar piscinas com cloro ou esvaziá-las quando não estiverem em uso;
· Lavar semanalmente, com escova e sabão, as vasilhas de água e comida dos animais;
· Evitar o acúmulo de materiais descartáveis sem uso em terrenos baldios e pátios.
Onde se vacinar
Texto e foto: Silvana Mateus
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