Fotos: Defesa Civil/Divulgação A população afetada, com previsão estimada de pessoas atingidas, alcança 404, e quatro desalojadas
O número de doações de telhas de fibrocimento com quatro milímetros de espessura para a cobertura de residências, realizadas pela Defesa Civil de Lages, já chega a 746 para 101 famílias, conforme o relatório atualizado às 9h43min desta quarta-feira (22 de setembro), elaborado pela Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil (Comupdec), como resultado dos atendimentos prestados à comunidade desde a tarde de domingo (19 de setembro), em consequência ao temporal de granizo e ventos fortes, paralelamente. Minutos em seguida, a Defesa Civil estava doando lonas plásticas para manter os bens materiais das famílias intactos e protegê-las dos efeitos no caso de nova chuva fraca ou tormenta.
O acúmulo pluviométrico de domingo esteve em 17 milímetros em seis horas. O ápice do temporal com vendaval perdurou por cerca de dez minutos. Houve aviso de atenção (alerta) emitido pela Secretaria de Estado da Defesa Civil.
Até 15 minutos antes das 10h de quarta foram beneficiados, pelas telhas, habitantes dos bairros e loteamentos Vila Maria, Tributo, Jardim Celina, Cristal, Passo Fundo, Vila Mariza, Guadalajara, Gethal, Maria Luiza, Vila Esperança, Guarujá e Restinga Seca. E as entregas começaram na tarde de segunda-feira (20 de setembro).
As folhas de telhas foram adquiridas com recursos financeiros próprios do Município. “As pessoas que necessitam de ajuda não podem aguardar, pois o temporal assusta, intimida, leva embora móveis e eletrodomésticos de anos de trabalho e pode prejudicar a saúde. Priorizamos as pessoas. Estamos do lado das famílias nesta hora de superação e de refazer os planos de vida”, acalenta o prefeito Antonio Ceron.
Novos casos estão surgindo e os repasses de telhas estão mantidos. “Em tempo recorde, passada a tempestade de granizo, a Defesa Civil estava com as equipes nas ruas entregando as telhas para os moradores”, lembra o secretário executivo da Defesa Civil, João Eduardo da Silva Pacheco (Sargento Pacheco).
O contato para acionar a Defesa Civil em emergências e urgências é 98406-4037, com funcionamento por sete dias da semana, 24 horas por dia. Informações gerais podem ser seguidas pelos perfis no Facebook (Defesa Civil - Lages) ou diretamente pelo link www.facebook.com/DCLages/ e/ou Instagram (@dclages).
São 44 pessoas a mais interferidas
O documento de relatório explicita, ainda, os índices mais recentes das ocorrências. A população lesada, com previsão estimada de pessoas atingidas, alcança 404 (44 a mais do registrado às 11h30min de segunda-feira, quando eram 360), e quatro desalojadas (casa em estado precário e de risco no bairro Maria Luiza com ameaça aos ocupantes). Estimativa aponta que 101 casas foram danificadas pela tempestade de granizo e fortes rajadas de vento.
Residentes com problemas em suas moradias receberam o total de 500 metros de lonas de plástico, encaminhado pela Defesa Civil. O levantamento vigente mostra que não foi preciso ativação de abrigos públicos no município de Lages.
Perdas materiais pelo granizo e vento com quebra de telhas de fibrocimento de diferentes milímetros de espessura (quatro, cinco e seis), de barro e cerâmica, foram produzidas em residências e empreendimentos comerciais nos seguintes bairros e loteamentos, chegando a 30 em pelo menos 16 regiões da cidade (área urbana): Vila Maria, Tributo, Santa Catarina, Vila Comboni, Santa Helena, Jardim Celina, Dom Daniel, Cristal, São Luís, Passo Fundo, Vila Mariza, Copacabana, Guadalajara, Santa Clara, Centro, Morro do Posto, Gralha Azul, Novo Milênio, Gethal, Conta Dinheiro, Maria Luiza, Vila Esperança, Promorar, Ipiranga, Guarujá, Morro Grande, Santa Mônica, Beatriz, Caroba e Restinga Seca.
Foram constatados um incidente de deslizamento de terra/descolamento de pedras e uma queda de um muro de contenção em residência no bairro Maria Luiza, sem vítimas. Porém, a casa foi interditada pela Defesa Civil pelo perigo à integridade física da família.
No bairro Copacabana, a Defesa Civil registrou um risco de queda de um muro em residência. Já no loteamento Restinga Seca, uma queda de árvore (pinus) em pista de rolamento (via), na rua Jacy Guidali.
As coberturas das estruturas físicas das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) dos bairros Santa Catarina e Conta Dinheiro foram avariadas, mas a prestação de serviços à cidade foi retomada prontamente na tarde de segunda-feira (20). A Associação de Moradores do bairro Vila Maria também foi avariada.
Texto: Daniele Mendes de Melo
Fotos: Defesa Civil/Divulgação
Galeria
Agora Ficou mais fácil e Rápido Encontrar o que Você Precisa!